O Remo na Naval

A náutica foi logo desde os primeiros tempos a principal modalidade desta associação, uma vez que era tida como uma actividade de desenvolvimento físico e psíquico da humanidade.

O remo é a alma da Associação Naval l,° de Maio. Esta modalidade presidiu à sua fundação, sendo uma modalidade omnipresente na colectividade. A Naval deve ao remo as suas maiores glórias, a sua vitalidade e o prestígio alcançado em todo o País.

No período compreendido entre as duas Guerras Mundiais a Naval conheceu momentos bem diversos, ora de glória, ora de luta titânica contra  o esmorecimento e todas as dificuldades que se lhe deparavam. Não era difícil arranjar a matéria-prima, ou seja os homens para este desporto, visto ele atrair desde há muito a juventude figueirense  A época iniciava-se com a Primavera, abrindo-se a escola de remadores e timoneiros todos os anos de 15 de Março a 15 de Abril. Para a inscrição era necessário ser-se sócio e frequentador das aulas, sujeitando-se a exames na primeira quinzena de Junho.

As aulas eram dirigidas pelo Director Técnico, auxiliado pelos timoneiros por ele seleccionados, conforme refere o Regulamento Náutico da Associação. A formação das diversas tripulações era da responsabilidade do referido Director Técnico.

Esta vitalidade do remo navalista era alimentada pela dedicação e entrega dos seus remadores à prática daquele desporto, mas convém igualmente referir a constante rivalidade mantida como o Ginásio Clube Figueirense, que contribuía para o aprimorar do esforço, num desejo permanente de afirmação face ao seu adversário.

Tal rivalidade não implicava necessariamente a existência de um ambiente doentio; a provar esta afirmação estão as muitas regatas organizadas conjuntamente pelas duas colectividades e a camaradagem entre os elementos das tripulações.

Em 1897 a naval adquiriu o primeiro barco, o “Flecha” (1897). Posteriormente comprou dois botes, o “Tritão” e o “Nereide”.

Em 1905 foram adquiridos dois barcos de quatro remos e entre 1906 e 1907 foram comprados duas embarcações pequenas de dois remos, o “Venus” e o “Polar”.

Entre 1907 e 1908 foi adquirido material moderno e sofisticado, dois inriggers de 1ª classe a quatro remos, o “Talia” e o “Cirene” e dois outriggers, a “Gaivota” e a “Gavina” também estes de 1ª classe.

Em 1911 foi um ano brilhante para esta associação, uma vez que conquistou a “Taça Lisboa” (Campeonato Nacional de Remo), os heróis deste feito foram: Augusto Nogueira, David Viana, Henrique Varanga, José Ferreira de Oliveira e Patrício Dias. Neste ano obteve também um brilhante comportamento nas taças “Alzira” e “Mondego”.

A Taça Alzira era uma das provas que maior interesse despertava aos amantes do remo figueirense, ano após ano interesse nesta prova aumentava. Esta prova era disputada em “in-riggers” de quatro remos e colocava frente a frente os remadores da Naval e do Ginásio. A sua primeira disputa foi em 1911 e foi disputada a 27 de Agosto. Em 1924 disputou-e a ultima prova, pois a partir deste ano o Ginásio deixou de participar por não possuir um barco do mesmo tipo do da Naval.

Sentados – David Viana e Augusto Nogueira (timoneiro)
De pé – José Ferreira de Oliveira, Henrique Varanga e Patrício Dias

Em 1916 conquista a Taça “Alzira”.

Em 1921 a Naval vence a Taça Figueira da Foz, prova inserida nas Regatas Internacionais.

A Naval volta a vencer novamente a Taça Alzira em 1920, 1922 e 1923.

As décadas de 20 e 30 foram marcadas pela participação das embarcações da Naval em diferentes provas, não apenas na Figueira da Foz, mas também noutros pontos do País onde o remo tinha cultores – Lisboa, Aveiro, Porto, Viana do Castelo, a sua participação era assegurada em diferentes categorias – seniores, juniores e iniciados e em diferentes tipos de embarcações.

A Naval encontrava-se sempre na linha da frente no que ao remo dizia respeito. Em 19 de Dezembro de 1919, a Assembleia Geral da colectividade autorizava o ingresso na recém-criada Federação Portuguesa de Remo. Eram igualmente enviados dois delegados ao congresso Náutico Nacional, “grande parada das forças náuticas do país “.

Nesse mesmo ano de 1919 era levada a efeito pela Naval a primeira edição da Taça da Vitória. A este trofeu foi dada a designação de Campeonato Internacional de Remo. No entanto nesses primeiros anos em que foi disputada não fez jus ao título, pois somente participaram clubes nacionais.

Esta prova destinada “a imortizar a união e a heroicidade dos aliados numa luta contra a opressão”, nesta primeira fase limitou-se à efetivação de quatro edições. A sua realização foi interrompida após um desentendimento entre a organização e o Club Naval de Lisboa, devido aos prémios a atribuir a nível individual, pois o clube da capital tinha mudado alguns dos elementos na equipa que venceu as quatro edições na prova. A partir de então deixou de se realizar devido ao desinteresse dos clubes em nela se inscreverem. Ressurgirá nos anos 30, aí como uma verdadeira prova internacional, levando o nome da Figueira da Foz a diversos pontos do continente europeu. Disso se dará conta mais adiante.

Nesta primeira fase, a Taça da Vitória era disputada por barcos de 8 remos num percurso de 2000 m no estuário do rio Mondego. A partir da edição de 1920 a organização passou a cair sobre a então criada Comissão de Regatas, constituída por elementos da Naval e do Ginásio, sendo presidida por Ezequiel Carneiro Prego, homem forte da Naval de então.

A prova era disputada no início do mês de Setembro, realizando-se conjuntamente com outras provas náuticas. A presidir ao evento encontrava-se o Júri de Honra, constituído por diversas individualidades que podiam ser por exemplo, o Capitão do Porto da Figueira da Foz, o Ministro da Marinha e os cônsules de diversos países, os seus representantes. A composição deste júri foi variando ao longo dos anos conforme se pode verificar pelos programas oficiais das provas, vendidos antes e durante a sua realização. Além do Júri de Honra existia o Júri da Regata, constituído por representantes dos diversos clubes participantes, sendo esses elementos os verdadeiros juízes.

Se em termos desportivos a participação navalista não se saldou por nenhuma vitória na Taça da Vitória, já o mesmo não se repetiu noutras provas a que concorreu como por exemplo a já referida Taça Alzira.

A fim de intensificar nos seus elementos juniores o gosto pelo remo, e de os preparar para provas futuras realizava-se anualmente a Taça Augusto Nogueira, em homenagem ao timoneiro campeão nacional de 1911.

Outras provas inter-sócios se realizavam, era o caso da Taça David Viana disputada em “out-riggers” de oito remos instituída em 1923 e a Taça Henrique Varanga, instituída no ano seguinte, destinando-se a principiantes. Note-se que enquanto preparava o futuro, a Naval, homenageava as suas grandes figuras do passado – neste caso dois remadores da gloriosa jornada de 1911.

Refira-se que a transição da categoria de principiante para a de júnior e desta para a de sénior não se fazia segundo escalões etários, mas segundo o número de vitórias de cada tripulação, desta fornia era possível ver um remador próximo dos trinta anos de categoria júnior, por exemplo. Normalmente era tardio o primeiro contacto dos jovens com o remo, só acontecendo cerca dos dezoito anos, mas a sua actividade passava a barreira dos trinta anos. Os treinos, sempre que possível tinham uma frequência diária, após a dura jornada de trabalho ou então antes desta. Tal facto é demonstrativo da grande dedicação dos elementos praticantes.

Neste início de anos 20, a Naval participou noutras provas de várias categorias organizadas por si e pelo Ginásio, contabilizando algumas vitórias. Contudo, o ano de 1926 marcou um período caracterizado pela não realização de qualquer prova náutica devido ao desinteresse demonstrado pelos ginastas.

A imprensa local, através das páginas de O Figueirense (18 de Julho de 1926) refere a vontade e o entusiasmo com que ambos os clubes se aplicavam nos treinos, mas lamentava a não realização de provas. Referia-se no artigo: (…) devíamos sentir-nos orgulhosos em mostrar aos nossos visitantes e banhistas um esplêndido esforço de vitalidade desportiva. Isto porém é bradar no deserto, pelo menos enquanto durarem as questiúnculas e rivalidades entre os dois clubes (…).

No relatório da direção de 1927-1928, os dirigentes da Naval lamentam a quebra verificada na afluência às aulas de remo, apontando o futebol, outros desportos similares e o egoísmo como os responsáveis. Para sanar o problema salientava-se a necessidade de melhorar as instalações náuticas e de adquirir material moderno.

Nesse ano, a Naval foi campeã regional em “out-riggers” de 4 a 8 remos, mas não teve qualquer adversário, competindo contra o relógio. Nos campeonatos nacionais foi vencida pelo Clube Naval de Lisboa e pelo Clube Ginásio do Sul.

No relatório do ano seguinte apontava-se a falta de Augusto Nogueira como o ponto principal da decadência do desporto Náutico. Porém nesse mesmo ano era dado um primeiro passo para ultrapassar a crise, através da aquisição de uma casa para os barcos na Avenida Saraiva de Carvalho, próximo da Sede. Evitava-se dessa forma que as embarcações se deteriorassem.

O esforço de relançamento da secção náutica, a razão de ser da nossa vida colectiva, no dizer da direção, continuaria nos anos seguintes. Fez-se a aquisição do primeiro barco “Shell” (embarcação de casco liso, sem tábuas sobrepostas, colocando-se os remadores uns atrás dos outros, alinhadamente).

No entanto o ano de 1930 ficaria marcado a letras negras de luto na história da Associação Naval 1.° de Maio. Com efeito a 22 de Junho, durante a regata para a disputa do Campeonato Regional de Fundo, um acidente vitimaria o remador da proa, António Cachola. A embarcação da Naval colidiu com a do Ginásio que se atravessaria à sua frente. O malogrado remador mandou-se à água não vindo mais à tona.

Tal acontecimento chocou toda a cidade, que acorreu em massa às cerimónias fúnebres, cerca de 8000 pessoas, segundo O Século. Várias foram as homenagens prestadas ao malogrado de 20 anos e, até o comércio encerrou as suas portas.

Tudo isto teria sido evitado se António Cachola soubesse nadar. A fim de evitar desgraças futuras, o Capitão do Porto da Figueira da Foz enviou uma missiva, em 1 de Julho do mesmo ano, à Naval rogando que não fossem mais admitidos, tripulantes que não tivessem prestado provas de natação.

A Naval venceria os Campeonatos Regionais de Fundo de 1920 e a recuperação continuaria no ano seguinte, através da vitória na Taça da Figueira da Foz nas Regatas Internacionais, numa prova em “out-riggers” de 4 remos, e classificando-se em segundo lugar no Campeonato Nacional disputado na cidade do Porto.

Por mais um fôlego e a linda Taça “Lisboa ” voltava este ano para a Figueira, referia O Figueirense de 9 de Julho de 1931, louvando o brilhante esforço da tripulação da Naval.

O ano de 1932 foi glorioso para a Associação, embora não atingisse o título nacional, quedando-se de novo pelo 2.° lugar após luta titânica com os seus adversários de Lisboa, como referia a revista Stadium, salientando igualmente os grandes progressos técnicos e a superioridade física dos figueirenses.

Mas a vitória foi alcançada noutras provas, como os campeonatos regionais de fundo e de velocidade, o campeonato de juniores – Taça João Sasset, – e as Taças David Viana, Grande Casino Peninsular e Artur Aires.

Mas o ano de 1932 ficaria igualmente marcado pela realização das regatas Internacionais a 14 e 15 de Agosto, numa organização conjunta com o Ginásio Club Figueirense, destacando-se a ação do ginasista António Biscaia, contribuindo decisivamente para o sucesso do evento.

Voltava-se a disputar a Taça da Vitória, então em moldes diferentes, em “out-nggers” de 4 remos, num percurso de 2000 m. A prova trouxe pela primeira vez a Portugal uma tripulação francesa – L’Aviron Bayonnais ­além do Clube Marítimo de Barcelona, que, segundo O Figueirense de 18 de Agosto de 1932, fez vibrar o sentimento patriótico de muitos espanhóis a veranearem na cidade.

O mesmo jornal refere, igualmente, os milhares de pessoas que encheram todos os hotéis e pensões da cidade, além das muitas camionetas e automóveis trazendo gente de pontos diversos, principalmente do Norte. De salientar também a introdução de apostas nesse ano, prova cabal do grande interesse despertado pelo evento.

As provas que se disputaram nos anos seguintes foram consolidando o interesse do público em geral, tornando-se um excelente meio de propaganda para a cidade, como o reconhece a imprensa local em múltiplas ocasiões. Nos dias da disputa das Regatas Internacionais – inicialmente dois, passando depois a três – a Figueira da Foz metamorfoseava-se com a afluência de público. Eram organizados expressos populares de cidades como Lisboa, Porto, Coimbra, Viseu ou Covilhã.

O Figueirense refere as condições únicas que a cidade possuía para a efetivação de tais provas: Além da quietude das suas águas volumosas, a pista internacional da Figueira da Foz, lançada em recta, permite seguir de terra a evolução das embarcações numa grande extensão, e estabelecer, facilmente, lugares reservados para uma boa arrecadação de receitas (…).

In “O Figueirense”, 5 de Agosto de 1937

Na década de 30, o rio Mondego estava mais próximo da cidade, visto ainda não ter sido construído o atual porto comercial. Os espectadores distribuíam-se ao longo da avenida, que era vedada e dividida em sectores. Os preços dos lugares variava bastante desde o peão aos guarda-sóis reservados, que podiam atingir quinze vezes o valor do primeiro. A enorme massa humana dava uma grande animação à avenida. Do lado Sul do rio também se concentravam muitos espectadores em diversos barcos formando um cordão ao longo da pista onde evoluíam os competidores.

Além dos já referidos espanhóis e franceses, até ao final da década de 30 outros concorrentes estrangeiros passaram pela pista do Mondego nas Regatas Internacionais, tais como ingleses, holandeses, belgas e alemães. O Figueirense chega inclusive a propor em 18 de  Junho de 1938 a vinda de remadores das Colónias portuguesas e do Brasil.

Para lá das provas de remo, muitas outras se realizavam: natação, vela e provas de barcos com motor. Havia igualmente diversas outras atrações, como a presença da canhoeira da Marinha de Guerra e de hidro-aviões, para além da já referida presença de importantes individualidades.

Malgrado a Naval nunca ter ganho a Taça da Vitória, estes contactos com tripulações mais evoluídas tanto técnica como materialmente revelaram-se momentos privilegiados para um renovar de conhecimentos e para aprofundar o gosto pelo desporto na sua ampla significação e não obcecada com a ideia de vencer a qualquer preço.

Igualmente a organização técnica desta provas conjuntamente com o Ginásio Clube Figueirense constituía um bom exemplo de são entendimento entre as duas coletividades rivais em pista. Vinte e dois anos após a conquista do título de campeã nacional em Lisboa, a Naval repetia o feito, batendo o Club Naval de Lisboa, o Club Fluvial Portuense e o Ginásio Clube Figueirense, na final, com um avanço de três barcos sobre o segundo classificado.

Os novos ídolos da Naval eram António Reis, João Fernandes Camarão, Arlindo Afonso e Edmundo Rodrigues, timonados por Manuel Ramos. A Direcção, no seu relatório do ano, salienta que os novos campeões nacionais nada pediram, quase desamparados, possuindo apenas a sua grande vontade.

Nesse mesmo ano, a Naval sagrou-se campeã regional de fundo, venceu a taça Figueira da Foz, tendo os seus participantes vencido diversas taças.

Em 1934 a Naval demonstrou mais uma vez a sua vitalidade vencendo os campeonatos nacionais nas categorias de seniores e de principiantes, tendo os juniores vencido a Taça João Sasset, símbolo de campeões nacionais, e a Taça David Viana. Os principiantes em diversas provas e os seniores venceram uma prova ao Clube Náutico de Barcelona.

Continuou o bom momento em 1935, devido à ação de António Fernandes de Carvalho, António Neves e Joaquim de Sousa Brás, que muito contribuíram para a modalidade dentro da Naval. Os seniores deslocaram-se a Lisboa para disputarem o campeonato nacional, não sendo bafejados pela sorte. Mais uma vez os navalistas ficaram detentores dos títulos regionais de seniores e de juniores. Estes últimos voltaram a conquistar o título de campeões nacionais e venceram a Taça David Viana, conquistando-a definitivamente.

A época de 1936 foi marcada pela reconquista do campeonato nacional sénior através dos mesmos remadores de 1933, mas sendo o timoneiro substituído por Elísio Boanova. Os juniores continuaram campeões nacionais conquistando definitivamente a Taça João Sasset, sento a tripulação a seguinte: Elísio Boanova (timoneiro), Manuel Lindote, António Grilo, Mário Vaz dos Santos e Aníbal Saltão.

O domínio nas duas categorias superiores foi avassalador vencendo 19 das 24 provas, incluindo as eliminatórias. A equipa sénior participou igualmente em provas no Estoril e em Viana do Castelo, alcançando diversos triunfos já incluídos nos indicados.

Em 1937, a Naval renovou o título de campeã nacional, desta vez em águas do Tejo. Entre os diversos títulos alcançados contam-se os regionais em seniores e principiantes. A Naval vivia momentos de glória, e era ofertada com um barco “yolle de mer”, gesto generoso de uma pessoa que quis guardar o anonimato. Nesse ano era igualmente adquirido um novo “outrigger” que recebeu o nome de António Cachola, em homenagem ao malogrado jovem remador. Esse barco como os anteriores foi adquirido através de uma subscrição entre os associados.

In “O Figueirense”, 13 de Agosto de 1937

A conquista do terceiro título nacional consecutivo em 1938 constituiu um facto inédito no remo nacional. O domínio dos remadores da Naval era tão acentuado que venceram as três categorias do campeonato regional ao Ginásio, chegando inclusivamente a vencer uma tripulação holandesa nas regatas internacionais.

O ano de 1939 ficou marcado pela perda do título máximo em Viana do Castelo em favor do S.C. Caminhense, o mesmo sucedendo na categoria de juniores, devido a um abalroamento por parte de “out-rigger” do S.C. Caminhense, originando a desistência dos navalistas por terem partido um remo.

Muitas outras provas disputou a colectividade operária no ano que marcou o início da 2.a Guerra Mundial, dividindo-se entre derrotas e vitórias. Todavia, o comportamento dos seus remadores, a sua aplicação à causa desportiva, dava confiança quanto ao futuro.

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